Teu corpo me quis
uma manhã tímida devorou escrúpulos
somamos
subtrair do tempo
o que não nos fora dado
e depois partir clandestinos
à tout l´heur
assim como no encontro
assim como no atravessamento
uma partida sem rumo,
Cuidando de sonhos Desatino de paixões Me jogo nesta praia num vai e vem sem fim Desperto pelos sinais Do tempo que me revolta Me lanço contra os rochedos Apaixonar Desapaixonar Ciclos imperfeitos
Se puder, perdoa a mim, O fardo de egoísmo Que carrego comigo De ser quem eu sou Se não, ao menos, Suporta meus arroubos Quando revolto a ti, Algum carinho Poderia me quebrar Por inteiro em pedaços? Talvez, assim, partido te escandalize menos Esse perdido coração Que não ora mas chora Não é altruísta Mas se comove E pede, com paixão, De tua mão, o acalento Que não rima mas acalma Talvez eu tenha alguma alma
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