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BREVE E VORAZ

Um casal passeia a mãos dadas Um beijo e um minguante sorriso Da Lua que se despe ao Sol E deixa versos pela casa adentro A breve e voraz sutileza de amar-te Amar a morte que se lança ao mar Em uma ressaca intempestiva Noutro lugar, imagem refletida de uma paixão Na placidez de um espelho d´água Voz que grita, no peito ecoa... Ecoa, ecoa ... quer sair Quebrar a harmonia Despedaçar-se em desejo Ensejo louco como o beijo Respostas sem perguntas Conversas alçadas, imaginadas, apropriadas Fazem de ti mais eu do que fui um dia Somadas contas infinitas De versos justapostos Amanhã indecisa manhã Um bom dia, um bom sorriso Uma boa xícara de verSOS Salva nossas almas Adia o dia, adia a manhã Qualquer manhã, qualquer dia Ela no horizonte, ele no seu poente Declarados versos assim como você Escrevo breve e voraz o poema (um poema com a participação toda especial de outras poéticas mãos)

SIGILO DAS ÁGUAS

Calo Quando preciso é dizer Tua imagem me fala mais Sigo calado Quando abres voo Acaricio teus lábios em silêncio Na quietude de um rio No sigilo das águas Grito Sou lágrimas levadas Misturadas ao teu mar Que me abraça sem saber Horizonte para minha nau

RÃ NO CÓRREGO

Imagem
A camuflagem na natureza é uma arte A arte imita a vida Vida precisa (da) arte Camuflar, imprecisão dos sentidos Não fossemos tão ambíguos "Navegar é preciso, viver não é preciso" Versos que ofereço Eles, às vezes (me), escondem Escondem que "Todo poeta é um fingidor"

LAMENTOS

Olhos perdidos sempre os tive Eles me levam, em leves braçadas Ao semblante de uma mulher distante Sem diminutivo evidente, Caminho por um nome Lá, poente sem nascente Onde acaso é mais que ocaso Decifro a senha de faces rosadas Que rompe o bloqueio dos anos Joga-me aos pés Enfastiados dias, acumuladas noites Sonhos ancoram um precipício Solto meu corpo Não sei se ele flutua ou se ele afunda Mas respiro a cada braçada O semblante do caminho perdido Lá No fundo Há alma Escondida Dela De mim Mesmo A esmo Perdido no retrovisor do caminho Trilhas, águas Milhas, braçadas Abraços presos, soltos caminhos Sonhos perto de precipícios O mais longo dos caminhos Lá e cá, o entremeio O silêncio onde queira talvez chegar Em um abraço de mar, na areia Meus versos as ondas calam Ninhos são ancoras da nau Olhos ausentes sempre os tive Eles me levam versos de areia Para o seu horizonte distante Somo o silêncio dos dias, das manhãs Das noites, das melodias Dos mares, das montanhas Da...

Chuva na madrugada

Chuva na madrugada Uma canção Rega sentimentos distantes Começa fortemente Mas não durante todo tempo Finda Em sua volta às vezes Em silêncios, solidão Em paixão platônica, nadamos Preciso dessa canção Para continuar vivendo Meu amor

Once upon a poem

Once upon a poem Time, always, brought me a princess to my arms And my verses placed us together But now I live in a strange kingdom Without her magic smile eyes I have no more the mystic words Passion does not live down here It has gone away We live worlds apart I’ m an alone night That makes no sense But I still wish I still hope I still live with this princess Anywhere Anyway Once upon a time I have lived that poem I wrote her my passion Could now she hear My silent cry Over these simple words? Shall be another dream Where I would get back to her Over and over again And over again I’m writing in this darkness room While, around, voices I cannot cope with They took her away from me If she could hear me instead I would say how much How much I loved this princess that left me And I would beg her To take my call Inside my lonely broken heart 

ARFAR

Penso olhares que deitei Perdidos olhares Pela ternura dos encontros No escuro de mim mesmo Lampejos Ficaram soltos N’algum recôndito D’alma Soltos Abandonados Vadios Andarilhos Uma estrada Um caminho Rasgando o horizonte Da campina Repentino riacho Cascata Queda d’água... Respingos refrescam Umedecem Ofegante respiro Suspiro Um nome Qualquer Bem-me-quer Pétala a pétala Do bem, do mal Olhar tristonho Sorriso discreto Secreto Deitado Florescem momentos Saudados Pela saudade ficante Edificante Momentos sobrepujam a vida O amargo fenecer Da primavera O mato diverso Perverte Toma conta Dos sentimentos Caídos Sentimentos como a tênue Como a frágil Como a breve Flor do campo Sentimentos como o despertar De um sonho Divino Inspirado Sentimentos como um verso Reverso Que perdeu a rima Como o poeta fingidor Pessoa Sentimentos como a canção de Milton Nos en...